Além da educação escolar, todos os adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundação CASA participam de oficinas de arte e cultura e de cursos de ensino profissionalizante.

Na dimensão da arte e cultura, os adolescentes na internação acessam, diferentes linguagens, como teatro, música, cultura urbana e artes plásticas.

A ideia é promover atividades conectadas às várias manifestações culturais nacionais e internacionais, às quais muitos desses adolescentes jamais tiveram acesso. As oficinas acontecem duas vezes por semana, com uma hora e meia de duração cada, totalizando três horas semanais.

Nas aulas, os jovens têm contato com o conhecimento ligado ao universo da arte e cultura, trabalham com os conteúdos da arte-educação e não apenas aprendem, por exemplo, a técnica de dançar ou cantar. O objetivo é promover a formação humana dos jovens, com os olhos voltados à educação integral, tendo a cultura e a arte como conteúdos pedagógicos, construindo conhecimento, trazendo significado à prática e contextualizando a manifestação cultural em questão.

As atividades oferecidas acontecem em diversas oficinas, tais como teatro, dança, rádio, circo, hip hop (grafite, rap, street dance), literatura, fotografia, vídeo (oficina de audiovisual), fanzine (história em quadrinhos), capoeira, artes plásticas, entre outras. Também são realizadas atividades extras, como palestras com artistas renomados, workshops e shows.

A Fundação CASA, em geral, recebe adolescentes com defasagem de série/idade e com histórico de abandono escolar. Durante o cumprimento da medida socioeducativa, o trabalho da equipe multidisciplinar é conjugado entre o ensino formal e os cursos de iniciação profissional.

No âmbito do ensino profissionalizante, o adolescente atendido tem acesso à qualificação profissional em diferentes áreas, também chamadas de arcos ocupacionais: administração, alimentação, artesanato, construção e reparos, telemarketing, informática, serviços, entre outros.

Com carga horária mínima de 50 horas/aulas, a qualificação profissional abre novas possibilidades aos internos. Eles recebem informações sobre várias áreas de trabalho, fazem o primeiro contato com as profissões, para, após a desinternação, dar prosseguimento aos estudos na área escolhida.

A organização dos cursos leva em conta as especificidades regionais e do próprio adolescente, que é ouvido para saber qual curso deseja fazer dentre as opções existentes no centro socioeducativo, de acordo com o próprio plano individual de atendimento (PIA).

Além disto, os adolescentes, com a escolaridade mínima exigida e conforme o próprio PIA, participam tanto de vestibulinhos em cursos técnicos das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) quanto vestibulares para as Faculdades de Tecnologia (Fatecs).

Confira em breve mais informações.


Formação abrangente

A ação pedagógica da Fundação CASA vai além da arte, cultura e ensino profissionalizante. Existe uma gama de atividades é coordenada por três gerências subordinadas à Superintendência Pedagógica, por sua vez vinculada à Assessoria Especial de Política Socioeducativa (AEPS). Para completar a formação dos adolescentes, são ministradas aulas do ensino formal (escolar) e atividades físicas e esportivas. Cada uma destas áreas é vinculada a uma gerência específica, de modo que todas as unidades da Fundação CASA falem a mesma língua no setor pedagógico, respeitadas as diferenças regionais.