Por: Assessoria de Imprensa | Publicado em: 10/07/2019 17:07:25

Músico contará sua história de vida para jovens em internação provisória nesta sexta-feira (12/07), véspera do aniversário de 29 anos de promulgação do ECA

 

Mais de 30 anos de carreira separam o rapper Thaíde da geração de adolescentes em internação provisória no CASA Rio Tocantins, no bairro do Brás, na capital paulista. Só que as histórias em geral humildes e difíceis de vida de ambos os aproxima.

Na próxima sexta-feira, 12 de julho, às 14h, na véspera do aniversário de 29 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o rapper conversa com os jovens desse centro de internação provisória da Fundação CASA, para contar sua história de vida e alguns dos desafios que enfrentou para trilhar uma carreira musical e ser um dos pioneiros do rap brasileiro.

O objetivo é mostrar que, mesmo nas adversidades, ainda é possível escolher os caminhos. A internação provisória é uma medida cautelar, prevista no ECA, correspondente ao período de até 45 dias em que o adolescente autor de ato infracional aguarda a sentença da Justiça da Infância e Juventude.

A sólida carreira de Thaíde teve início em 1988, quando lançou o disco “Cultura de Rua”, em parceria com o rapper DJ Hum. Uma das canções era “Corpo Fechado”, que se tornou o primeiro hit de rap brasileiro a tocar nas rádios do país.

Dali em diante, o músico transitou por diferentes linguagens artísticas. Foi apresentador de programas de TV, como Yo! MTV Raps, Manos e Minas, da TV Cultura e A Liga, da TV Bandeirantes. É coautor de dois livros: “Pergunte a quem conhece: Thaíde”, sobre o movimento hip hop e sua carreira, e “Thaíde: 30 anos mandando letra”.

Atuou em filmes como “Antonia”, com o personagem Marcelo Diamante (que também se tornou série para a TV aberta; “Triunfo”, com direção de Caue Angeli; e “Caixa Dois”, do diretor Bruno Barreto. Ainda viveu o abolicionista Luiz Gama na série “Era uma vez na História”, da Bandeirantes.

Fotos: 

Visita no CASA Arujá em 2013