Por: Assessoria de Imprensa | Publicado em: 08/11/2019 18:00:15

Adolescentes misturaram ginástica acrobática com dança na apresentação artística para servidores do Judiciário nesta sexta (08/11)

 

Um grupo de dez adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação no CASA Chiquinha Gonzaga apresentou nesta sexta-feira (08 de novembro) uma combinação de ginástica acrobática e dança para servidores e profissionais que atuam no Fórum das Varas Especiais da Infância e Juventude da Capital, no bairro do Brás, em São Paulo.

No “palco” do ambiente de trabalho do Judiciário, as jovens levaram uma coreografia construída inteiramente com a participação delas, sob o comando do profissional de Educação Física Júlio Gonçalves, que atua no centro socioeducativo do bairro da Mooca, na Zona Leste da capital paulista. A inspiração foi na música “Ex’s & Oh’s”, um rock da cantora e atriz norte-americana Elle King.

O evento aconteceu no contexto do projeto “Cantando no Fórum”, elaborado pela juíza do Departamento da Execução da Infância e Juventude (Deij), Luciana Crocomo, implantado em 2019.

O objetivo do projeto é mostrar o trabalho artístico desenvolvido pelos e pelas adolescentes em internação nos centros da Fundação CASA. A dança, o teatro e a música são alguns dos meios de expressão utilizados na execução da medida socioeducativa.

“Antes de começar eu estava muito, muito, muito nervosa e com medo de errar. Estou muito alegre e feliz, porque não errei nenhum passo. Foi muito bom!”, disse a adolescente Joice (nome fictício), que se apresentou nesta tarde.

“É uma sensação gratificante ser aplaudida, pois achávamos, no início, que não iríamos conseguir. Estou muito feliz por termos conseguido. Estava muito ansiosa e com medo”, completou a adolescente Luana (nome fictício).

De acordo com o profissional de Educação Física Júlio Gonçalves, os ensaios começaram no final de agosto. A proposta foi fazer uma apresentação de ginástica acrobática com elementos de dança e ginástica artística.

“Por mais que estivéssemos seguros, porque ensaiamos muito, sempre ocorre algum nervosismo”, disse o profissional. “Saiu tudo perfeito, como programamos. É a sensação de dever cumprido.”

Para Gonçalves, a apresentação foi um processo de evolução para as adolescentes. “Quando começamos, havia jovem que não sabia fazer direito uma cambalhota. Houve muito trabalho no treinamento e incentivo. A dedicação delas foi intensa”, avaliou o profissional de Educação Física.

Segundo a coordenadora pedagógica do CASA Chiquinha Gonzaga, Andréia Motta, a dança é um importante instrumento no processo de aprendizagem. “É um meio de se trabalhar de forma integral o desenvolvimento humano, com a finalidade de integrar as jovens na sociedade e principalmente fazê-las parte dela”, explicou.

Na Fundação, os adolescentes privados de liberdade, dentro de uma agenda pedagógica programada, participam de oficinas de arte e cultura de diferentes linguagens, como dança, música, artes plásticas, teatro, entre outros.

As aulas acontecem duas vezes por semana, com cerca de uma hora e meia de duração, e realizadas por educadores de organizações sociais parceiras. Na capital, atuam organizações como Projeto Guri, Ação Educativa e Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Veja mais fotos na página da Fundação CASA no Facebook: https://www.facebook.com/fundacaocasasp/