Por: Assessoria de Imprensa | Publicado em: 09/06/2020 15:25:37

Durante oficina, as jovens responderam às correspondências com mensagens de amor e otimismo que receberam por causa da pandemia

 

Natália (nome fictício), de 19 anos, que cumpre medida socioeducativa de internação no CASA Chiquinha Gonzaga, na capita paulista, não conhece quem lhe escreveu, mas se emocionou com a carta que recebeu da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo. Uma mensagem de amor, carinho e otimismo sobre superar o isolamento social e a pandemia da Covid-19.

“Fiquei tocada, porque ela (a autora) usou seu tempo para me escrever, para mandar uma mensagem de amor sem mesmo me conhecer”, observou a jovem após a oficina de cartas ocorrida no CASA na última quinta-feira (04), em que 72 adolescentes responderam às correspondências entregues pela Pastoral. Desde março, as visitas familiares presenciais estão suspensas nos centros socioeducativos, para evitar a propagação do novo coronavírus.

O CASA Chiquinha Gonzaga foi um dos quatro centros socioeducativos da Divisão Regional Metropolitana Leste 2 (DRM-III), o Complexo do Brás, que receberam as cartas da Pastoral do Menor, escritas por agentes da organização, seminaristas de Filosofia da Arquidiocese e pessoas das comunidades.

Os outros centros foram os CASAs Rio Paraná, Juquiá e Ruth Pistori, onde mais 54 adolescentes retribuíram o gesto de amor fraterno escrevendo respostas. As correspondências foram recebidas entre os meses de abril e maio.

“Neste momento de pandemia, com o isolamento social e a suspensão das visitas familiares presenciais, é muito importante o carinho geração com essa ação da Pastoral do Menor, com mensagens de otimismo e preocupação”, afirmou a diretora da DRM-III, Angela Mastrochirico. “Adolescentes e servidores se sentiram acolhidos e amparados.”

“Os autores das cartas contaram como é complexo ficar em isolamento social, sem o convívio com outras pessoas, mas o quanto essa atitude é primordial e importante no momento que passamos, para enfrentar o cenário de pandemia”, explicou a coordenadora pedagógica do CASA Chiquinha Gonzaga, Andréa Motta. “As jovens se sentiram estimuladas em retribuir o carinho que receberam.”

Todas as correspondências entregues pela Pastoral são anônimas e também foram respondidas anonimamente pelos adolescentes dos quatro centros socioeducativos da DRM-III, uma vez que não podem ser identificados enquanto cumprem a medida socioeducativa de internação, por restrição prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As respostas foram entregues pessoalmente à coordenadora da Pastoral do Menor, Sueli Camargo, que poderá distribui-las entre os autores da primeira correspondência.

A oficina de cartas é uma das atividades obrigatórias previstas no Regimento Interno da Fundação CASA e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) para que os adolescentes internados se correspondam com os familiares e outras pessoas com as quais tenham laços afetivos.