Por: Assessoria de Imprensa | Publicado em: 01/11/2018 17:53:00

No projeto “Jovens Defensores Populares”, defensores públicos discutem com jovens temas como cidadania e violência de gênero

 

Sessenta jovens que cumprem medida socioeducativa de internação nos CASAs Chiquinha Gonzaga, na capital paulista, e Diadema (atendimento masculino), na Região Metropolitana de São Paulo, participam desde o início de outubro do curso “Jovens Defensores Populares”, ministrado por defensores da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. São duas turmas de 15 adolescentes cada por centro socioeducativo.

Até o final da primeira quinzena de novembro, em quatro encontros semanais, sempre às sextas-feiras (exceto nos dias 12 de outubro e 02 de novembro), os defensores públicos discutem com os e as adolescentes temas como cidadania nas urnas; desafios e enfrentamento da discriminação e da violência de gênero; as diversas manifestações da discriminação e as formas de combate; e questões relacionadas a direito de família, como paternidade, guarda, formas de família, entre outras.

Entre os objetivos da ação está o desenvolvimento de uma proposta pedagógica de formação e ação contra preconceito e discriminação nos centros socioeducativos da Fundação CASA.

“É um curso de defensores populares para internos e internas e também para a equipe técnica das unidades piloto, onde serão 4 encontros com temas relacionados a vida deles como cidadãos e não como internos/as”, explica a defensora pública Ana Carolina Schwan, uma das organizadoras do curso.

“O tema inicial das eleições foi escolhido para tentar mostrar a importância do voto e como um candidato/a pode influenciar na vida cotidiana deles”, completa a defensora pública.

A proposta se alinha às iniciativas do Comitê Direitos Humanos e Diversidades da Fundação CASA, criado em 2017, que discute pedagogicamente questões relacionada a direitos humanos entre os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa.