Por: Assessoria de Imprensa | Publicado em: 05/07/2018 20:18:33

Diálogo com CRAS e CREAS locais visa ao fortalecimento da integração para atender jovem no pós-medida

 

Aproximar os atores da rede de atenção e integrar as ações para que os adolescentes que cumpriram medidas socioeducativas tenham acompanhamento no pós-internação é um dos focos do Grupo de Trabalho de Medidas Socioeducativas criado em Franca, que se reuniu mais uma vez nesta quinta-feira (05 de julho) no CASA Franca, no interior paulista.

Instituído em fevereiro de 2018, o GT é formado por representantes da gestão do CASA Franca, do Centro de Atendimento e Internação Provisória (CAIP) Franca, do CASA de Semiliberdade de Franca, do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e da ESAC (entidade social administrada pelo Rotary Clube).

O Grupo nasceu porque os atores responsáveis pela execução das medidas socioeducativas de meio aberto (liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade) e fechado observaram, durante as reuniões para a elaboração do plano decenal de atendimento socioeducativo da cidade, que os atores da política pública precisavam estar mais integrados.

Os diálogos têm servido para alinhar formas de fortalecer o atendimento ao adolescente na comunidade, para facilitar o acesso às políticas públicas, como educação e inserção no mercado de trabalho.

O foco principal é na rede socioassistencial, tanto durante o cumprimento da medida, como na semiliberdade, quanto no pós-internação, para jovens que tiveram extinção da internação ou que deixaram a internação provisória sem aplicação de medida socioeducativa.

Nesta quinta-feira, o Grupo de Trabalho fechou o mapeamento das famílias dos adolescentes atualmente atendidos, tanto nos centros locais da Fundação CASA quanto no CREAS, que estão inseridos no Cadastro Único (Cadúnico) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). É por meio do Cadúnico que as famílias acessam os benefícios oferecidos pelo SUAS, como programas de transferência de renda.

“O mais importante dessa aproximação é alinharmos o atendimento aos adolescentes durante e após a medida socioeducativa, por causa da vulnerabilidade a que eles estão expostos”, avalia a diretora do CASA Franca, Eloaine de Souza, que participa do GT. “Só crescemos depois que as reuniões começaram.”

Além de Eloaine, estiveram na reunião de hoje a diretora do CAIP Franca, Alessandra de Oliveira, a coordenadora de meio aberto, Geovana Lima, a coordenadora da unidade Moema do CREAS, Iara Guimarães, e a coordenadora da unidade centro do CREAS, Roberta de Melo. O próximo encontro do GT está marcado para setembro.