Por: Assessoria de Imprensa | Publicado em: 04/07/2019 17:07:33

A jornalista Aline Midlej conversou com as adolescentes sobre sua história profissional e igualdade de gênero

 

Com olhares atentos e troca de experiências, as adolescentes que cumprem medida socioeducativa no CASA Chiquinha Gonzaga, em São Paulo, assistiram nesta quinta-feira (04 de julho) a uma palestra com a jornalista Aline Midlej, âncora do telejornal Jornal da GloboNews – Edição das 10H, do canal de TV por assinatura GloboNews.

A jornalista, nascida no Maranhão, conversou com as jovens sobre sua carreira, as dificuldades que enfrentou e algumas coberturas jornalísticas que realizou. Ela ainda debateu a questão da desigualdade de gênero, em especial no mercado de trabalho de tecnologia.

Aline foi ao CASA a convite do Instituto Mundo Aflora, organização social que oferece suporte para garotas que cumprem medida socioeducativa.

Durante cerca de duas horas, a profissional instigou as adolescentes a pensar o futuro profissional e a importância da educação para alcançar o sucesso na carreira. O bate-papo ocorreu tanto no período da manhã quanto da tarde, para atender aos dois módulos do centro socioeducativo.

Aline contou sobre sua carreira no jornalismo, com passagem na TV Bandeirantes, e mostrou algumas reportagens que realizou na sua caminhada: a vida na África, a cultura dos índios da Amazônia e a cobertura que fez das consequências do terremoto 7,0 graus na escala Richter que atingiu o Haiti em janeiro de 2010.

Naquela ocasião, na capital Porto Príncipe, o abalo sísmico destruiu metade da cidade, deixando 220 mil mortos e 1 milhão de desabrigados. Posteriormente, o país ainda enfrentou um surto de cólera. “Cheguei lá e vivenciei muita dor. Todos trabalhavam com dificuldade. Tive de contar histórias difíceis”, lembrou a âncora.

Para discutir com as jovens a importância da educação na formação cidadã e para o mercado de trabalho, a jornalista mostrou uma reportagem que fez sobre a alfabetização de adultos. “A educação vai dar asas para voar, nunca é tarde para poder estudar”, ressaltou a âncora do Jornal das 10H.

“Eu cheguei aqui sem saber nada. Fui alfabetizada no centro socioeducativo. Mudei meu jeito de pensar e de agir e acho que sairei diferente”, contou uma das adolescentes do CASA Chiquinha à jornalista. A profissional pediu que, uma a uma, as jovens contassem o que gostavam de fazer e o que pretendiam profissionalmente no futuro.

Aline ainda apresentou uma reportagem que realizou sobre o trabalho da mulher no mundo da tecnologia, apontou a desigualdade de gênero existente no mercado de trabalho, especialmente nesse setor, e debateu o tema com as adolescentes.